quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Linha do Tempo

Naquela manhã do ano de 1982, o clima estava quente e abafado, podiam-se perceber algumas nuvens carregadas do lado leste da cidade, a inquietação era visível nos semblantes dos ireceenses. Nas calçadas, nas rodas de conversas só se falavam na falta de chuvas e na lavoura perdida.
Brincávamos na rua despercebidos das densas nuvens que se aproximavam, só percebemos a mudança do clima, quando fartas gotas de chuva nos obrigou a entrar correndo em casa.
O vento lá fora era devastador, parecia que a água retida por vários dias, resolvera cair toda de uma só vez. Naquela tarde, o gotejar dos pingos nas telhas e nas portas pareciam querer adentrar por todos os cômodos, os relâmpagos clareavam a casa, fazendo com que nos encolhêssemos ainda mais embaixo das cobertas.
Aos poucos, o barulho ensurdecedor foi distanciando e podemos sair; as ruas estavam um verdadeiro caos, casas alagadas, árvores arrancadas. Todos estavam perplexos diante do fenômeno acontecido; nos quatro cantos da cidade ouviam-se comentários de que as autoridades locais haviam contratado um avião para jogar produtos químicos nas nuvens para provocar chuvas, que acabaram ocasionando todos aqueles desastres.
A vida foi voltando aos poucos, ao curso normal, mas não sem deixar marcas profundas gravadas na mente de quem presenciou tão desastroso fato.



Era abril de 1983, morávamos na roça em um povoado de Uibaí. Como de costume, reuníamos os vizinhos mais próximos todas as noites,para contar casos e ouvir as notícias da região pela as ondas do rádio, nós crianças adorávamos esses momentos para brincar e pular bastante.
No rádio tocava uma canção, quando fomos surpreendidos pelo locutor,que com a voz embargada, anunciava a morte da famosa cantora Clara Nunes, que havia se submetido a uma cirurgia de varizes.
Naquele momento sentíamos que a noite havia perdido parte de seu brilho e apesar da nossa inocência de criança percebíamos no semblante dos adultos a dor da perda de uma das maiores cantoras do Brasil.



Coisas extraordinárias aconteceram naquele inverno de 2001.
Apesar de estar sete quilos mais pesada, estava muito feliz, pois esperava o nascimento da minha primeira filha.
Naquela manhã de 11 de setembro, após ter iniciado mais um dia de aula, fomos surpreendidos por uma noticia que abalaria o mundo.
Todos os meios de comunicação anunciavam que, quatro aviões teriam sido seqüestrados, e momentos depois haviam atingido o World Trade Center causando a morte de muitas pessoas.
Apesar da distancia aquelas imagens marcou a historia mundial.

2 comentários:

dulce disse...

Claudijane, gostei do texto linha do pempo.Sugiro que você escreva mais. Faça a narrativa de outros fatos e sempre descrevendo. Não esqueça de pensar no contexto que Inês pediu.Nesse inicio,percebe-se a seca da região,porém, ficou um fato isolado.
Você está inscrita na oficina da palavra escrita? Vou estar lá à noite.Abraço

Dulce

Inez disse...

Um bom trabalho. Como vc mesma já havia alertado, está mais pra segunda tarefa do que pra primeira.
e por causa disso, está faltando muita coisa.